domingo, 27 de maio de 2012

Episódio 75

Entrei na academia semana passada e só fui um dia, sei lá, minha mãe sempre inventa de ficar mais doente do que o normal toda vez que eu começo a fazer academia. Acho que ela num quer que eu fique com o corpo sensual, pra eu nunca arrumar um casório e sempre morar com ela forévis and ever. A peste foi inté parar no hospital duas vezes, tá com pedra em tudo quanto é canto, rim, vizicula, sei lá, só sei que os remédios pras pedras atrapalharam o efeito do remédio que ela tomava para regular a pressão, então no fim das contas a pressão subiu demais. Agora já tá tudo bem, quer dizer, os remédios foram trocados e a pressão foi controlada. Quem ficou descontrolado foi eu com tantas tarefas acumuladas nas minhas costas. Cuidar da padaria, resolver os assuntos com o cobradores, cuidar da minha sobrinha, preparar almoço e ainda manter o bom humor corriqueiro. Comecei a ir com certa frequência a academia e percebi os efeitos colaterais, muitas dores musculares e duas vezes eu passei mal após chegar em casa. Deu uma tontura lascada e fraqueza, um amigo disse que é pra eu parar de bater punheta. Eu simplesmente ignorei tal sugestão, afinal sei que masturbação não faz mal nenhum a saúde, só faz mal se for em excesso, do contrário faz é muito bem. De qualquer maneira, já tem uns dias que não vou a academia e ainda não me sinto bem, ás vezes da essa tontura, ás vezes uma ânsia estranha, dores de cabeça, provavelmente deve ser  estresse.
Teve vários dias chuvosos, foi aniversário da cidade e teve festa com trio elétrico e tal, mas eu nem fui, tava sem ânimo pra sair e ficar ouvindo música que eu não gosto com gente que não se importa comigo. Tô anti-social nesse nível. Estou sem assunto e sem vontade de fazer piadas,  tô com idéias para novos textos mas ando muito cansado pra escrever. Ando cansado pra tudo.
Sábado fui ao curso, foi meu terceiro dia lá, foi um pouco melhor do que as aulas anteriores pois colocamos a mão a massa, na massa não, nas peças dos computadores. Tivemos que desmontar e montar tudinho, foi tenso, esquecemos umas peças, nem funcionou no final, mas ainda estamos aprendendo. Antes disso tivemos que apresentar um trabalho em grupo. Ele passou esse trabalho semana passada e como eu não queria me reunir com o grupo me ofereci para fazer o trabalho todo sozinho e apenas colocaria o nome dos outros participantes. Foi o que fiz, mas o foda foi que tinha que ler o trabalho para a classe, como eu odeio falar em publico e só havia mais uma pessoa do meu grupo ali falei pra ele ler, já que eu tinha feito todo o resto. Ele não quis, eu insisti e ele foi, meio receoso mas foi. Percebi que ele era tímido, porém ao começar a ler me deparei com algo que não esperava, sua voz era uma coisa meio Pato Donald gripado, era fanho demais, uma voz anasalada ao extremo que além de fina saia meio engasgada. Não havia reparado na voz dele anteriormente porque nos falamos pouco. Eu não poderia imaginar que a voz dele fosse daquele jeito, quando ele começou a ler as primeiras frases, o professor o encarou com estranheza no olhar, todos estávamos estranhando aquela voz, a princípio achei que ele estava de gozação, dai ele continuou e tentei focar em outra coisa para não rir (quando digo "focar em outra coisa", quero dizer nas coxas grossas do cara de bermuda que estava na fileira de trás ou nos pés calejados e feios do garoto que estava de sandália ao meu lado). Sei como é ser alvo de chacotas nesse tipo de momento, é horrível, me concentrei e fiquei torcendo para que ninguém risse ou soltasse alguma piadinha. Me senti meio mal por ter colocado ele naquela posição. O professor queria que ele lesse mais alto, e isso só piorava a cena, pois quanto mais alto ele tentava falar, mais estranha a voz dele ficava. No final correu tudo bem e eu fiquei aliviado.
Talvez minha mãe tenha que operar e talvez isso ocorra nos próximos dias. Eu só quero que tudo acabe logo e bem.

 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Episodio 74

Você nem sabe, é claro eu ainda não contei, mas mesmo sem contar acredito que você já espera isso de mim, num sei, deixa eu contar logo duma vez. Outro dia paguei um mico do tamanho de um tiranossauro, sim sim, bem minha cara isso. Esses dias eu tenho ido ao kickboxing, pois estou fechando a padaria um pouco mais cedo e minha mãe não está tendo aulas. Geralmente eu não posso ir ao kickboxing, porque fico olhando a padaria e minha mãe, que poderia cuidar da padaria em minha ausência, tem aulas. Mas os professores estão em greve aqui na Bahia, então a situação ficou á favor de eu ir ao kickboxing, dei mil voltas pra num falar nada mas queria deixar clara a situação. Então, está sendo bem legais as aulas, vários alunos novos e os amigos de sempre, tá sendo bem divertido. Sem mais, o mico foi mais ou menos assim, eu sempre enrolo pra sair do kickboxing porque vou de bicicleta, sou um dos últimos a deixar o recinto, foi isso que fiz, e depois sai de bicicleta em alta velocidade, encontrei com o pessoal do kickboxing que estava indo a pé, eles estavam já na rua da frente e tipo, eu tava muito rápido, e a rua era esburacada, bem na hora que eu estava fazendo tchauzinho (acenando com a mão, tipo Miss de quinta categoria que sabe que vai perder o concurso), a bike começou a sacudir feito a peste, nisso eu perdi o controle, não cai, mas abri as pernas nas laterais, esticando-as em busca de equilíbrio, a cena era grotesca, trágica e cômica. Segui desgovernado por alguns metros e finalmente consegui brecar. O pessoal começou a rir feito besta da minha cara e eu ri também, não restava mais nada pra eu fazer, além de rir. Aí fui ver o que tinha acontecido, é que a corrente da bicicleta havia soltado, puts, me fudi legal, eu nem sabia colocar aquela coisa, e fui tentar, minhas mãos ficaram sujas de óleo ou sei lá o quê, e o pessoal passou por mim sem ajudar. Eu nem fiquei bravo e também não pedi ajuda, estava tão envergonhado que queria que todos sumissem logo.

Teve a tal da festa Ploc, e nem foi tão legal quanto eu esperava, acho que não estávamos no clima. A Rayran, a aniversariante, demorou a chegar, demorou e foi muito. Chegou fantasiada de Madonna e já ao entrar tentou animar o pessoal se sacudindo e empurrando o pessoal pra pista. O tenso foi que uma de minhas amigas morreu no mesmo dia, ela estava doente, com leucemia, acabou não resistindo. Morreu com 18 anos e deixou um menino de 8 meses que por sinal tem o mesmo nome que eu. Várias outras pessoas que estavam também conheciam ela, por isso não estávamos muito no clima de comemoração. 

Demorei para voltar a escrever, como sempre, primeiro porque achei que não tinha assunto, mas percebi que no fundo era preguiça mesmo, agora tenho tanta coisa pra dizer e não consigo resumir. No final das contas acabo não contando o que realmente importa.

Entrei num curso de técnico e manutenção de computadores, o primeiro dia foi sábado passado. Não sei se o curso é bom, mas acho que é válido ter mais esse conhecimento e também conhecer pessoas novas, diferentes, num sei, socializar. Quem faz curso pra socializar? Nem sei. Só sei que tem uns caras bem gatos lá, especificamente dois deles, o resto são muito novos, não sei o que eles querem lá. 

Meu cabelo continua estranho, insisto em tentar arrumá-lo e sempre capricho no estrago. Na vida sexual continua tudo na mesma, gosto de dormir por conta dos sonhos eróticos e não estou forever alone porque tenho minha mão. 



sexta-feira, 20 de abril de 2012

Episódio 73

Tá vendo como eu sou safado? Eu fico o maior tempo sem postar, aí volto como se nada tivesse acontecido e ainda espero que você esteja me ouvindo, ou melhor, lendo. Tu sabe, né? É assim que as coisas são, pelo menos comigo. Acho que sou egoísta. Estava pensando hoje mais cedo e acho que eu não sou uma pessoa muito boa. Não sei.

Domingo a noite eu e Rayran fomos à casa da Nérica, chegando lá encontramos ela na pracinha que há em frente a casa dela, acompanhada de sua mãe, irmã e o namorado, que agora é noivo se não me engano. Foi bem divertido o encontro, conversamos, fizemos piada, e o namorado dela agora já não parecia tão assustador como antes. Não sei se você se lembra, mas o primeiro encontro entre eu e ele, foi um tanto desastroso, ele falava muita besteira, putaria das braba mesmo e eu não estava preparado na época para receber aquilo. Hoje acho que tô pior que ele. Tá, nem tanto, mas acho que já posso ouvir certas coisas sem corar e depois responder a altura.

Tá todo mundo reparando que eu engordei. Na verdade eu nem ligo, adoro estar levemente acima do peso, levemente não, né? Pesadamente. Piada fail da peste essa. Moisés falou sobre isso, outras pessoas falaram, nem sei quantas. Eu tô com 82kg, não acho muito, mas foi o maior peso que já tive em toda minha vida, então não fico surpreso com os comentários. Vou entrar na academia em breve, não para perder peso, só não quero ficar flácido e pançudo, quero manter esse peso.

Ontem fui praticar aquele esporte onde as pessoas andam em cima de uma cordinha, acho que se chama Slackline ou algo do tipo. Foi divertido, mas nem consegui ficar muito tempo equilibrado naquele troço. E se não conseguia nem me equilibrar dar passos era inviável. Fui com Rafaela e com uma garota que conheci ontem mesmo, chamada Stacy.

Antes disso eu raspei a cabeça, quer dizer, a metade dela. Raspei a metade da cabeça para tentar mudar o visual e consegui, só não fiquei satisfeito com o resultado, exagerei e raspei demais, aí joguei a franja em cima pra cobrir, mas mesmo assim dava pra ver que havia algo errado ali, então eu fui e raspei o outro lado, só um pouco, pra tentar equilibrar, acho que deu certo. Agora que tô parcialmente careca creio que minha visão de mundo tenha mudado, mentira, continua a mesma coisa.

Rayran vai fazer uma festa de aniversário pra ela mesma. Desde que a conheci ela fala que quer fazer uma festa chiclete, e eu sempre achei uma boa ideia, só que o nome "Festa Chiclete" me irritava. A data do aniversário dela se aproximou e ela mudou o nome da festa pra "Ploc!". Sim, isso mesmo. Quando ela me contou eu não pude conter o riso, pois ela havia conseguido piorar o nome da festa drasticamente. Depois eu soube que esse tipo de festa é comum, nem tanto, mas é. Onde se toca música antiga, com decoração retrô e essas coisas. No caso dela o tema gira em torno dos anos 80. Fiquei encarregado de baixar as músicas, usando como guia uma lista com quase 1000 canções. É, deu trabalho, a festa será amanhã, espero que seja divertida.

Fiquei alguns dias sem internet, quer dizer, menos de 24 horas, mas pareceram semanas. É que a antena da internet aqui de casa caiu e eu nem vi. Caiu em cima da casa da vizinha, ela ouviu algo batendo no telhado mas deduziu que era uma pedra ou algo assim e nem falou nada. Acho que ando meio sem assunto, preciso sair mais ou preciso fazer coisas mais úteis. Vou tentar não demorar muito, mas você sabe que não me esforço o suficiente e sempre acabo demorando. De qualquer forma, nos veremos em breve, o tempo é relativo, né?

sexta-feira, 23 de março de 2012

Episódio 72

Sim, ainda estou vivo. Sei que andei meio sumido, é que sou assim mesmo, quase invisível. Vou narrar feito maratonista como sempre, para resumir esse tempo ausente. Bora correr.

Vamos começar pelos fatos mais interessantes. Bom, agora temos três gatos aqui em casa, além da Carne Dura e da Leela, o Peludinho entrou para o bando. Peludinho é o nome que eu dei (utilizando toda minha criatividade) pro gato que foge da vizinha e vem ficar aqui em casa. Ele é bem peludinho (jura?) e macio, e também é meio zaroio. No começo nós devolvíamos para os donos, agora quando perguntam dizemos que ele num apareceu, mas ele mora aqui.

Minha mãe tá numa onda agora que eu defino como Feng Chui do mal, porque ela tá tão pessimista, que tá atraindo vibrações negativas.Uma mulher disse que ia arrumar arruda pra minha mãe colocar em baixo do travesseiro. Acho que o estresse dela tá visível.  Eu também ando meio irritadinho, nem sei os motivos, mas disfarço bem, faço piada com isso. Outro dia me estressei porque o pessoal aqui da rua tem mania de em vez de chegar perto pra conversar falando no volume normal, eles gritam de longe, eu olhei pra minha mãe e disse: "Eles ainda não conhecem a magnifica tecnologia do celular, ainda praticam um meio de comunicação antiquado: O Grito. 

Teve carnaval e altas putarias das quais eu fui excluído. Tá, nem tanto, é que eu não queria ficar com várias pessoas numa noite só, não tava no clima de suruba. Veio uma porrada de gente de fora, todos meus amigos de Barrolândia e ficou meio difícil dividir a atenção entre eles e o pessoal daqui. Conheci muita gente legal e me diverti pra caralho. Mal dormir e comi muito mal. Perdi uns quilos, os quais já recuperei. Na verdade estou orgulhoso de meu abdômen definido, sim, ele está bem definido em seu formato oval. 

Minha irmã trabalhou no carnaval. Na praça onde acontecem os shows há barracas onde vendem comida e bebidas, ela montou uma. A abestada se lascou, porque não teve lucro o suficiente e acabou saindo pior do que chegou. Ela foi embora faz uns 15 dias, parece que faz mais tempo, ainda não sinto a falta dela, mas já estava bem habituado com ela aqui. O foda foi que depois do carnaval entrei em crise, fiquei bem mal e recluso. É bem minha cara fazer isso. Vou de um extremo a outro em questão de segundos.

As coisas vão bem na padaria, normais, ás vezes surgem problemas inesperados como é de se esperar, mas sempre damos um jeito. Alguns fregueses vem na padaria e conversam consigo mesmos e não comigo. Já notei isso, uma mulher ontem saiu da padaria falando algo sobre dores de cabeça, e continuou assim até chegar perto do orelhão. 

Tô precisando comprar uns sapatos novos, acho que vou levar alguém comigo, porque da última vez comprei um par que na vitrine parecia lindo e no meu pé ficaram parecendo um barco viking.

Sei lá, as vezes me da saudade de quando as pessoas me encontravam depois de um longo período de tempo e me diziam: "Nossa! Como vc cresceu!". Antigamente isso sempre me irritava, então eu (se tivesse coragem) diria algo do tipo: "Claro que tô crescendo porra, não sofro da síndrome de Benjamin Button". Mas nunca disse nada, e hoje em dia quando me encontram só falam do quanto eu engordei. Eu até gosto, pois tenho trauma por ter sido magricela a vida toda. Acho que é isso, vou tentar não demorar tanto pra voltar aqui.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Episódio 71

Tenho muitos fatos para narrar, tá tudo aqui em minha memória, só num sei exatamente onde.
Primeiro a Rayran, minha amiga que tava viajando, voltou. Um dia antes, Rafaela passou em minha casa, era quase oito horas da noite e fomos à praia. Eu havia acabado de acordar, tinha trabalhado o dia inteiro e exausto tirava um cochilo quando ela me chamou. Após ir a praia passamos na casa de um amigo dela, onde fumamos maconha. Tá, num foi exatamente assim. Eu nem fumei, já falei mil vezes em vários lugares que não sei fumar, não consigo tragar e sempre que tento me aventurar com cannabis, não sinto o efeito da dita cuja. Que seja! 
No dia seguinte fui a praia com Rayran, matamos a saudade e a noite fomos comer um lanche. Por coincidência um cara tatuado que fixou os olhos em mim na praia, também estava na frente da lanchonete, e num sei bem se eu estava o encarando ou ele a mim. Ficou confuso, eu tentei evitar e fugia o olhar. Rayran nem percebeu, pelo menos eu acho que não. Não deu em nada como sempre, é melhor assim.

Aí rolou uma festinha de aniversário bem no meio da semana. Lá encontrei grande parte de meus amigos.  Fiquei conversando com eles e foi bem divertido. Estava me sentindo bem comigo mesmo, acho que era o efeito da cervejinha. Elô cantou num palco alto e ficou com medo de mostrar mais do que devia, pois estava de vestido. Teve cachorro-quente e por aí foi.

Dias depois minha irmã e meu sobrinho chegaram. No mesmo dia fomos dar uma volta pela cidade, as garotas (e até os garotos) não tiravam os olhos dele.

Teve uma festa chamada a Invasão Das Pererecas, claro que eu e meu sobrinho fomos e pra garantir a diversão levamos minha irmã e minha cunhada junto. Acontece que fomos cedo demais e num havia ninguém na festa, andamos demais e nos divertimos de menos.

Meu sobrinho é super legal, é bem abestado feito eu, porém é autoconfiante demais, e isso irrita. Outra coisa que é irritante é que ele fica o tempo todo trocando mensagens de texto no celular, e quando estamos falando com ele não temos certeza se está realmente prestando atenção. Uma das piadas que criamos dessas vez foi a Miss O Inverso. Sempre que passava alguém muito feio eu falava: “Lá vem a Miss O Inverso!”. E nós ríamos. É que quando falamos isso rápido, da a impressão que estamos falando “Miss Universo”. Parece bem sem graça e imbecil agora, mas foi divertido naquele momento.

Esse período que meu sobrinho ficou aqui, eu fiquei indo pra todo canto, teve manifestações folclóricas assustadoras, que vivenciamos por que todos sabem nosso gosto pela adrenalina. Teve festas com cachaceiros. Teve lanchonete, sorveteria, passeios ... Fiquei menos tempo on line. Fiquei queimado de Sol. 

Teve meu aniversário. A noite fomos a praia e nadamos pelados, tá, num foi bem assim, estávamos de roupa de baixo. Foi eu a Rayran, a Nérica e meu sobrinho. Foi bem divertido. Aí no final de semana teve churrasco e dançamos muito. O churrasco quase nem saiu, primeiro ia ser um luau na praia, de graça, pra ir quem quisesse. Quem pudesse levar algum alimento ou bebida pra ajudar seria bem-vindo. Mas aí Rayran mudou e quis churrasco numa lanchonete na beira do rio, babou, porque ela quis fazer vaquinha, e todo mundo sabe que quando se fala em dinheiro o pessoal some. No fim das contas ela cancelou o trem na lanchonete e fez na casa dela mesmo, como foi em cima da hora não apareceu quase ninguém. Foi legal.

A manifestação folclórica que citei a cima, é chamada de Boi Duro, que nada mais é que um bando de gente fantasiada com roupas velhas, trapos, máscaras, alguns com caixotes estranhos nas costas, que ficam pulando ao som de batucada. Alguns bebem demais e mexem com as pessoas que assistem a apresentação, e olha que tem muita gente que assiste, viu? Assiste e vai seguindo eles pelas ruas da cidade.

Não to sabendo contar as coisas direito, acho que perdi a prática e to sem graça. Foda-se! Então, meu sobrinho ficou de putice e quis ir embora, afirmou que era devido ao retorno das aulas, eu aposto que é por causa da namoradinha dele. Tanto faz, da próxima vez vou boicotar a vinda dele, tenho dito. A minha irmã ainda tá aqui, vai ficar pra trabalhar no carnaval e talvez se mude de vez para cá. Espero que dê tudo certo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Episódio 70

Vou pisando e vendo onde vou me meter dessa vez. É, sempre acontece muita merda pelo caminho. Agora demorei novamente pra escrever (como sempre) e não sei por onde começar. Bora falar logo do reveillon, porque o natal foi uma porcaria, num vi peru nenhum, fato que entristece qualquer cidadão e também num vi sinal do Papai Noel com aquele saco vermelho dele.
Bom, na real eu não estava lá muito animado pra sair, mas como já fazia um tempo que não saia, resolvi ir. Na sexta, umas amigas passaram na minha casa para me pegar. Chegaram já meio-bêbadas, com um litro de vinho quase acabando e me dando um copo. Eu aceitei e fui bebendo com elas a caminho da praia onde um trio-elétrico iria fazer a festa. No caminho notei a saliência das garotas que estavam muito mais assanhadas do que o normal, bem mais, aliás. Isso me assustou um pouco. Logo Minho (um de meus amigos de Barrolândia) apareceu, feito fantasma do meu lado, fiquei meio sem reação, sempre fico assim quando sou pego de surpresa. Queria conversar e saber das novidades, não havia espaço, logo as meninas começaram a se atirar pra cima dele. Isso se prolongou pela noite inteira. Até de mim elas davam em cima vez ou outra. Logo que chegamos compramos vodka pura e bebemos. As garotas dançavam assanhadamente se esfregando umas nas outras e na gente. Elas desciam até o chão, ou melhor, dançavam mais no chão do que em outro lugar. Tá, elas são legais, só não estavam em seu melhor dia. Vi algumas pessoas bonitas e me assustei. Sempre me assusto mais com as pessoas bonitas do que com as feias. Não consegui retribuir os olhares que algumas delas me davam, tá, foram poucos, mas mesmo assim, meus olhos fogem de qualquer outra retina. Acho que meus olhos fogem de medo de revelar o que quero. E todos sabem que quero dominar o mundo, né? Olha lá, já comecei a transformar isso num show de stand up comedy decadente e sem graça. Bora rir do fracasso.
No segundo dia de festa chegaram Raquel, Julian, Iule e Laninha, a última tava linda. Na sexta descobri que ela tá grávida de sete meses, todo mundo ficou chocado ao saber que eu ainda num sabia. O pai é o Jânio, que já tem outros 3 filhos, isso se fiz a conta certa. Falei que onde ele esbarra engravida, ele tem esse super poder. Claro que eu não falei pra ela que ela tava lindona grávida, acho que não soaria natural, ia soar como uma mentira, ou sei lá. Pois da mesma forma que não sei receber elogios, também não sei elogiar. Morro de vergonha. 
Acho que vou me enfiando dentro de mim de novo, isso porque só agora reparei que estou contando mais as coisas que não fiz do que as que fiz. Não beijei. Minho disse que ficou com cinco. Eu não vi nada, devo ser lento mesmo. 
Então, bora falar do que fiz. Fiquei afim de todas as pessoas erradas, mesmo sem estar afim de ninguém. Olhei para todas as pessoas que não me notavam e já que quem eu gostaria que me visse não sabia da minha existência, soltei o frango. Raquel é uma ótima parceira nessas horas, ela não tem vergonha de fazer palhaçadas na pista de dança. Começamos a fazer uns passos exóticos, cara de sexy, corpo de uma pessoa como se tivesse baixando espírito e por aí vai. Foi bem divertido. Fomos até o mar pular as 2012 ondas... Mentira! Foram só sete ondas. Pulei de tênis mesmo e calça jeans. Laninha começou a chorar, acho que porque a barrigona dela ficou dolorida, ou porque tava passando mal ou porque bateu uma deprê. Ela pulou bastante, tanto na noite da virada, quanto no arrastão do dia seguinte. Minha mãe disse que isso não é bom pra gravidez. Ás vezes ela parava pra descansar e tal, mesmo assim depois fiquei meio preocupado. A Raquel é uma fofa, queria que ela morasse perto. Sinto falta desses amigos que tenho em Barrolândia. Fui conhecendo aos poucos e eles foram se tornando importantes pra mim.
Na noite da virada nos divertimos muito, mesmo sem nos dar conta disso. Eu e Raquel entramos embaixo do gigantesco caranguejo que tem lá na praia (aqui eles chamam de Guaiamum, uma espécie de crustáceo idêntico ao caranguejo, porém mais azulado). Lá embaixo ficamos tirando fotos, fazendo poses idiotas e quando fui sair de lá bati com tudo o joelho na mureta. No dia seguinte acordei com a perna doendo e não sabia o motivo, achei que era cansaço, por ter andado e dançado demais, só depois fui ver o roxo que havia ficado e na hora lembrei da batida. Minhas amigas daqui ficaram meio distantes, cada um com um grupinho diferente, só nos encontramos para abraços carinhosos e para desejar feliz ano novo. E como fui desejado, viu? Várias pessoas me desejaram feliz ano novo, até umas que nem conhecia.
Fora isso, meu computador que se chama Jabuti pifou e tive que levá-lo de carrinho de mão até a lan house para ser concertado. Mentira, nem levei de carrinho de mão, mas isso não me parece uma má idéia. A Leela, a gatinha que foi atropelada, já está bem melhor, se recuperando rapidamente. A outra gata que se chama Carne Dura (obviamente porque a carne dela é dura) está com inveja do carinho extra que estamos dando a Leela.
Não sei de devo ter esperanças a respeito desse ano novo, mesmo sem saber, tenho. E vamo que vamo!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Episódio 69

Ando tão cansado ultimamente, acho que tô com vermes. Não sei, é um cansaço infindo que vem e num vai, acho que chamam de preguiça ou vagabundice. Whatever...
Há dois caras lá na aula de kickboxing que fazem parte de um grupinho que se chama Paladinos. Não é grupo musical, nem nada do tipo, é um grupo de supostos amigos que se reúnem para fazer sabe-se lá o quê. Até então, apesar de achar que isso de ter grupinho é bem próximo de ter uma gangue, nunca liguei muito para isso.  Então aconteceu algo insignificante comigo essa semana, quer dizer, na hora pareceu insignificante, mas depois me peguei a pensar a respeito e me irritou um pouco. Os Paladinos tem o próprio toque e tal, uma maneira de cumprimentar, aí eles se cumprimentaram e um deles veio até mim e eu falei que não sabia fazer o toque, na brincadeira, pois também não me importava. Aí ele falou: "Você não pertence aos Paladinos, na verdade, nunca pertencerá". Ai eu bem assim na minha cabeça: "Uuuiiii! E eu quero fazer parte dessa merda, né?". Mas como sou pacífico e odeio arranjar confusão fiquei calado. Aí chegou uma menina que também faz kickboxing com a gente e o abestado do carinha lá  falou que ela também nunca faria parte do seleto grupo deles, foi aí que ela virou e falou exatamente o que eu havia evitado dizer. Eu sorri em regozijo, porém não houve discussão pois fomos interrompidos pela entrada do professor. Falando em professor, nesse ultimo domingo ele foi participar de um campeonato em Porto Seguro, disseram que ele não só perdeu a luta, como levou uma boa sova, por tanto deveria estar bem machucado, por isso segunda nem teve aula. Espero que ele se recupere logo.
A caixa d'água do quintal começou a vazar, só pode ser olho gordo, porque cada hora uma coisa tá dando problema aqui em casa. Tava vazando tanto que a água caia em forma de cascata, daí eu na sacanagem já fui dizendo que o chafariz da semana passada era o enfeite de natal e agora essa cascata era pro reveillon.
Tem gente que acha que gostar de sexo é defeito. Assustei um amigo ao falar em masturbação, foda-se.
Fui ao aniversário da minha sobrinha, foi um tédio, só houve mesmo festa porque minha mãe insistiu. Nem colocaram toalha na mesa, fato que minha mãe observou indignada. Achou que foi um grande descaso com a garotinha, que quando fez um ano ganhou uma mega festa, e agora que tem três e já entende melhor as coisas, num ganhou nada. A festa foi mesmo um vucuvuco, primeiro sofreram séculos para acender as velinhas e depois pediram pra eu tirar foto e na segunda foto tirada a memória da câmera estava cheia, na terceira a bateria acabou. Todos riram. Tinha uma mulher lá que toda hora dava risada e falava:" Parece a Grande Família!". Depois perguntaram por que eu num tava comendo mais bolo, eu disse que já tava obeso, porque tinha comido uma sopa que minha mãe havia preparado. Dai perguntaram: "Sopa de feijão?". Eu respondi:"Não, só de caldo mesmo, nem macarrão tinha." Eles riram novamente. Tenho esse problema de querer ser engraçado, acho que é um mecanismo de defesa, se não tenho do que fazer piada fico calado ou acabo fazendo piadinhas inapropriadas. 
No mesmo dia da festa eu passei umas três horas terminando um texto de ficção científica que tô escrevendo. Acabei o primeiro capítulo, demorei tanto porque toda hora vinha um babaca me encher o saco. Em breve vou postar ele em meu novo blog.
E pra piorar tudo, agora pouco, minha gatinha foi atropelada. Não é bem minha, é a gatinha aqui de casa, a Leela. A anta do meu irmão passou duas vezes por cima dela com o carro, claro que foi sem querer, mesmo assim, deu raiva. A coitada saiu correndo desembestada e foi se esconder. Achei ela em baixo do sofá, com a perninha machucada. Menos de cinco minutos depois do acontecido eu já comecei a fazer piadas, disse que se ela tem realmente sete vidas, ainda faltam cinco. E quando eu vi a patinha dela ensanguentada eu disse: "Nossa mãe!!! Dentro dela tá cheio de sangue!". Acho que eu rio para não chorar.